A origem da cera do ouvido.

quarta-feira, agosto 13, 2014 0 Comentários

 

As ceras são lipídeos simples constituídos por uma molécula de álcool ligada a uma ou mais moléculas de ácidos graxos. São substâncias de alto peso molecular, de cadeia carbônica linear, apresentam solubilidade em lipídios e outros solventes orgânicos (benzina, terebentina, éter e clorofórmio, por exemplo), são maleáveis, amolecem a uma temperatura  a partir de 35°C e apresentam densidade próxima à da água, são completamente insolúveis em água, atuando, portanto, como isolantes elétricos.


A principal característica das ceras é a sua total insolubilidade em água e isso faz com que elas sejam muito úteis a plantas e animais. As folhas de diversos tipos de plantas têm sua superfície envolta pela cera, tornando-as impermeáveis, o que evita a perda excessiva de água pela transpiração. O corpo de certos animais também é revestido por ceras, como é o caso das aves aquáticas, que têm suas penas recobertas de ceras produzidas pelas glândulas uropigianas utilizadas, sobretudo, para facilitar a sua flutuação. No ouvido humano, as ceras (ou cerume) são produzidas e expelidas pelas glândulas sebáceas  e desempenham a função de proteger a estrutura contra infecções por microrganismos.
Industrialmente, as ceras são aplicadas à produção de vernizes, graxas para sapato, velas, sabões, ceras para assoalhos, cosméticos, depilatórios, medicamentos e outros. A cera de abelha é muito utilizada para fins medicinais; se mascada pura, por exemplo, é útil na eliminação do tártaro nos dentes e dos resíduos de nicotina na boca; se mascada com mel, é eficaz nos casos de sinusite e outros tipos de reações alérgicas.



As ceras também estão presentes na parede celular de um gênero de bactérias, o Mycobacterium. A parede celular das espécies desse gênero possui ácidos micólicos, um tipo de cera que confere à célula uma espécie de impermeabilidade. Isso faz com que a célula não responda à coloração de Gram.




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